Nos últimos tempos vivemos
um turbilhão de emoções, crise, impeachment, novo presidente, prisões de gente graúda
políticos, doleiros, marqueteiros, donos de bancos e construtoras, o país vive
um momento complicado da sua história politica. Embora tudo pareça muito novo
para alguns, principalmente para as gerações mais novas, nada é tão novo assim,
eu sou da década de 80, nasci no século passado, vi o presidente Collor cair
com o impeachment e o seu tesoureiro ser assassinado, o helicóptero de Ulisses
Guimarães cair e muita gente sumir sem explicações em uma queima de arquivo sem
precedentes. Na politica alguém sempre perde a cabeça para que alguém se salve.
Nesse momento que mais me espanta
são as coincidências, parte ou grande maioria dos que mandavam quando o Collor
era presidente ainda estão em seus postos, políticos como José Sarney, Renan
Calheiros, Michel Temer, José Serra, Aécio Neves entre outros nunca se afastaram
do planalto, entra presidente e sai presidente e essas figuras continuam
mandando muitas vezes mais que o próprio comandante em chefe. Já fui chamado de
coxinha de mortadela, por algumas opiniões às vezes voltadas a uma tendência momentânea,
mais sendo um ou outro no poder certas figuras nunca irão está fora dessa
conjuração, sempre estarão entre os coxinhas e os mortadelas independente de
quem esteja no poder.
Direita x Esquerda, no
Brasil como em outras partes do mundo existe sempre uma polarização, essas
ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias
francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da
população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. As camadas
mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se
misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi
associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao
conservadorismo e à elite.
No Brasil quem não quer
ficar fora do poder mesmo que venha de uma tendência mais de esquerda ou mais de
direita, decidi ficar em cima do muro, ou seja no chamado centrão, mas quem faz parte dele, de onde ele vem? Quais bases
materiais o sustentam? Que interesses representam? Seria o “centrão” o que há
de mais podre na política brasileira, uma representação do atraso, ou seria ele
a própria expressão do que há de mais sólido e duradouro nos regimes políticos
brasileiros que mesmo os partidos ditos “modernos” como PSDB por um lado e PT
por outro, estão intimamente conectados? Esse estado de falta de
perspectiva ou de uma mudança efetiva na politica uma vez que as figuras não
mudam vem criando uma atmosfera de busca por um salvador da pátria, que não
seja menos de esquerda o menos de direita e sim vá ao extremo.
Nos últimos tempos o mundo
vem sentindo o avanço da extrema direita, a insatisfação popular tanto com a direita
como a esquerda vem ressurgindo a extrema-direita (também conhecida como ultradireita ou direita radical) refere-se, dentro do conceito da existência de
uma esquerda e direita, ao mais elevado grau de direitismo no espectro ideológico, preconceituoso, racista e fascista. Na Europa esse processo avançou nos últimos tempos e
é ameaçador, nos Estados Unidos a eleição de TRUMP, é exemplo desse crescimento
da Extrema Direita e no Brasil, a febre Bolsonaro parece crescer a cada dia, depois
de 13 anos de PT, muitos escândalos de corrupção e a falta de uma oposição por
parte do PSDB, o perigo é eminente, Bolsonaro cresce a olhos vistos, em quanto
lideres do PT e do PSDB são hostilizados Bolsonaro é ovacionado em suas
aparições, assim está criado o terreno fértil para Messias o Salvador da pátria
defensor da honra e da segurança nacional como queriam os alemães da Alemanha nazista.
Aos jovens
que querem mudanças na politica nacional é bom estudar um pouco da história, na
linha do tempo o crescimento da extrema direita no mundo sempre está associado
às guerras e aos maiores conflitos mundial da história. Na busca por mudanças
devemos ser tolerantes tomar cuidado para não afundar ainda mais um sistema
politico já complicado, salvadores da pátria não existem, mas políticos oportunistas
que adoram nadar aproveitando a onda são muitos. A politica deve ser construída
respeitando as classes, aos gêneros, as liberdades, não existem nações nem
democracias que apenas os direitos de alguns sejam respeitados, não queremos
mais ditadores só a garantia dos direitos contidos na constituição federal.
Agenda Politica : Por Vitor Lôbo








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